História
 

VoltarVoltar

História de Prado em versos...

 

Numa época já remota

Uma terra longínqua, ignota,

De verdes florestas virgens

E de lindo céu de anil,

Foi batizada: Brasil!

 

Nas verdejantes montanhas,

Um povoado a seus pés.

Um povo selvagem e guerreiro,

Recebia o estrangeiro,

Bravos índios Aimorés.

 

Viviam à beira-mar

Nas praias de brancas areias.

Em suas leves pirogas

Enfrentavam ondas bravias,

Vivendo da pescaria.

 

Caçavam paca, jaús,

Às margens do Jucuruçu,

Onde fundaram a Aldeia.

Foi esse o primeiro passo:

A Aldeia tornou-se vila

Em 1775, em um dia 3 de março.

 

Vendo a verde pradaria,

D. Luiz Pelegrino de Ataíde,

Conde de Atougia,

Olhando à sua volta encantado,

Por tanta beleza decide

Criar um novo município

E deu-lhe o nome de Prado!

 

A história aqui relembro:

A vila inaugurada

Com muita festa - o apogeu

Pelo ouvidor da Comarca

E Capitania de Porto Seguro:

Tomé Couceiro de Abreu.

 

José da Costa e Silva Pinto

Era o escrivão.

Mas não ficou só nesse ato.

Tomou nova decisão,

Deixando determinado

Os limites do município criado.

 

Ao norte, o Rio Corumbau,

Ao sul, o Rio Itanhém,

Mas não fixou o leste e o oeste,

Pois sabia muito bem

Serem o Oceano Atlântico

E os limites da Capitania, como tal.

 

Pensando num progresso duradouro,

Designou terras para o Conselho

E para os públicos logradouros.

 

Ficou assim assentado:

Por quatro léguas a começar das                              "terras altas",

Os terrenos do Conselho eram                              formados,

Ao norte pela praia, e pelo rio                              limitados.

Os logradouros públicos ficavam na                          faixa

Em todo terreno que ao redor da Vila

Se achasse em "terra baixa".

 

 

Com grandes festejos e alegria

Para esse povo abençoado,

Em 2 de outubro de 1795,

Foi criada a Freguesia

De Nossa Senhora da Purificação,

Por Alvará Régio no Prado.

 

Com a fé fortalecida

Pelo arcebispo D. Frei Antonio Corrêa,

A paróquia foi estabelecida.

 

Concluído o santuário,

Os portugueses trouxeram

O padre José Lopes Ferreira

Para primeiro vigário.

 

Até 1884, após tanto movimento,

O município adormeceu num remanso,

Sem qualquer desenvolvimento.

 

Despertando do descanso

Teve a prosperidade,

Com a vinda de outras pessoas,

De outras terras, cidades.

 

São dessa época a construção

Da casa da Câmara e a abertura

De estradas para o povo- comunicação.

 

Em 1896, 2 de agosto,

Número 129 a Lei Estadual,

A população teve o gosto

De ser "Cidade", afinal.

 

Em 28 de setembro, ainda no mesmo ano,

A grande inauguração: luzes acesas

A querosene - a iluminação.

 

A isso não ficaram restritos...

Em 1898, Cumuruxatiba e Escondido,

Surgiram como distritos.

 

Não sendo mais como antes,

Hoje o Prado é florescente,

Com 30 mil habitantes,

Ocupando mais ou menos

1500 quilômetros quadrados

De um clima doce e ameno.

 

Suaves temperaturas

Entre 18 e 33 graus - 28 é a média,

Em meio a verdes florestas.

O nordeste é dominante

Durante os meses de verão,

Quando a cidade é uma festa..

 

Chegou o progresso afinal,

Estradas cuidadas e asfaltadas

Ligam Prado à 101, rodovia federal.

Indo para o norte, Itamaraju,

Teixeira de Freitas para o sul.

 

Sem mais nada a contar,

Fica aqui o meu convite:

Venha nos visitar!

 

           





Dedicado ao Município por Beatriz Monjardim Faria Santos Rabelo, da Academia Feminina Espírito-Santense de Letras.
Dados históricos obtidos da Secretaria Municipal de Turismo de Prado (publicação de 1996).
Página extraída do site www.bahiabrasil.com.br
 

Prado Bahia Turismo - Guia de Hotéis & Pousadas em Prado - Bahia - www.pradobahia.tur.br